O teu imóvel é bom investimento?
Calcula o yield do teu imóvel arrendado: yield bruto, yield líquido, rendimento anual e comparação direta com a média do mercado português. Tudo em 10 segundos — sem registo.
Dados do imóvel
E se correr pior, ou melhor?
O mesmo imóvel em três cenários. Um investimento é sólido quando o cenário prudente ainda aguenta.
Como interpretar o teu yield
Valores indicativos, não é uma estatística oficial: o yield bruto varia muito por região e por tipo de imóvel.
| Região | Yield bruto indicativo | Notas |
|---|---|---|
| Lisboa centro | 4.0% – 5.0% | Preços altos comprimem o yield |
| Lisboa arredores | 5.0% – 6.5% | Sweet spot para investidores |
| Porto centro | 4.5% – 5.5% | Semelhante a Lisboa |
| Cidades médias | 5.5% – 7.0% | Coimbra, Braga, Aveiro |
| Interior | 7.0% – 10.0% | Yields altos mas mercado pequeno |
O yield bruto é uma referência rápida. Para decisões de investimento, usa sempre o yield líquido — que subtrai despesas reais (condomínio, IMI, seguro, obras). Tipicamente, o yield líquido é 1-2 pontos percentuais abaixo do bruto.
O que o yield não te diz
O yield é um indicador útil, mas não conta toda a história. Para uma análise completa, considera também:
- Valorização do imóvel — em zonas em crescimento, o ganho de capital pode superar o rendimento da renda;
- Risco de incumprimento — um yield alto pode esconder mercados de inquilino frágil;
- Custo de transação — IMT + escritura + comissões podem somar 7-10% do valor;
- Inflação — a renda pode ser atualizada uma vez por ano com o coeficiente publicado pelo INE, mas as despesas também sobem;
- Certificado energético — é obrigatório para arrendar e a classe tem de constar do anúncio (DL n.º 101-D/2020); um imóvel pouco eficiente pode pedir obras para continuar competitivo.
Como subir o teu yield
- Negociar bem a compra — o yield calcula-se sobre o preço pago. Comprar 10% abaixo do mercado faz mais pelo teu yield do que aumentar a renda 5%.
- Optimizar despesas — comparar apólices de seguro, contestar IMI excessivo, controlar condomínio ativamente.
- Aproveitar reduções fiscais — contratos de habitação permanente de 5 ou mais anos baixam a taxa autónoma de 25% (15% a partir de 5 anos, mais para 10 e 20 anos; CIRS, art. 72.º; vê o guia IRS Categoria F).
- Atualizar a renda anualmente — quando elegível, com base no coeficiente publicado pelo INE (calculadora).
Informativo, não substitui aconselhamento profissional.
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